desenhar :: draw

10/01/2012





























Sempre gostei de desenhar,pintar, colorir.. Quando era criança e passeava na rua com a minha mãe, mais do que guloseimas ou bonecas, o que lhe pedia sempre que passávamos por algum kioske era um livro de colorir. Havia-os com diversos temas e desenhos, com mais ou menos folhas, acompanhados de pequenas caixinhas de lápis de cor (sempre os meus preferidos). Folhas brancas e caixas de lápis de cor eram coisas que nunca podiam faltar nas minhas gavetas.

Mas com os anos,o desenho foi ficando esquecido e hoje mesmo que por vezes a vontade apareça a mão parece que não obedece. Uma das fases de trabalho para quem faz joalharia é o desenho, fase que eu raramente faço. É mesmo muito difícil desenhar as peças que crio, gosto de sentir os materiais, pegar num rolo de fio de cobre ou prata, na agulha de croché e deixar a imaginação comandar os dedos. Recorro ao desenho (chamemos-lhe apenas rabiscos) apenas quando estou fora do meu atelier e alguma ideia me ocorre e aí, para não esquecer mais tarde, faço uns pequenos desenhos num caderno que acaba por ter mais anotações que desenhos.

No Natal, uma amiga da família, que também foi à muitos anos atrás minha professora de Educação Visual e sempre partilhou comigo o gosto pela arte ofereceu-me este livro. É um livro escrito em 4 línguas (entre elas Português) sobre desenho de jóias. Tem uma breve biografia de vários designers de joias contemporâneos juntamente com jóias por eles criados, assim como o desenho que fizeram para conceber essa jóia. São inúmeras paginas de belas jóias, bastante inspiradoras que já me deram uma vontade enorme de voltar ao desenho.

Na foto duas peças que destaco, a primeira  pela originalidade, um alfinete feito a partir das marcas de uma chávena de café num guardanapo e a segunda pela simplicidade que se traduz em beleza, um gancho de cabelo feito pelo famoso joalheiro H.Stern.

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(in english)

I always liked to draw, paint, color .. When I was a child and walking in the street with my mother, rather than candy or dolls, I asking her when we went for a Kiosk was coloring books. Had them with various themes and designs, with more or less sheets, accompanied by small boxes of crayons (always my favorite). White sheets and boxes of crayons were things that could never be lacking in my drawers.
But over the years, the draw became forgotten and today that will appear at times it seems that the hand does not obey. One of the phases of work for those who make jewelry is the draw phase, which I rarely do. It's really hard to draw the pieces I create, I like to feel the material, pick up a roll of copper wire or silver, on crochet hook and let my imagination lead fingers. I appeal to the draw (call it just gibberish) only when I'm out of my studio and some idea occurs to me and then, not to forget later, I do a little drawings in a notebook that turns out to have more notes then pictures.
At Christmas, a family friend, who also was, many years ago, my teacher of Visual Education (Arts) and always shared with me the taste for art gave me this book. It is a book written in four languages ​​(including Portuguese) about designing jewelry. It has a brief biography of several contemporary jewelry designers along with jewelry they created, as well as the design they do for that piece of jewelry. There are countless pages of fine jewelry, very inspiring that already gave me a longing to return to the drawing. 


In the picture two pieces that highlight, the originality of the first, a pin made from the marks of a cup of coffee on a napkin and the second for simplicity that translates into beauty, a hairpin made by the famous jeweler H. Stern.


1 comentário:

  1. Assim que vi este livro na FNAC, comprei-o na hora, e adoro-o!!!! :))

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