Fado

12/12/2011









































O Fado foi, em mim, uma daquelas coisas que primeiro se estranha e depois se entranha. Quando era pequena não gostava muito, não ouvia sequer.. Comecei a gostar mais tarde através da nova geração do Fado.
Um dia criei estes brincos inspirada pelas suas cores e pela sua paixão e dei-lhes o nome de Fado.
Mostrei-os quase pela primeira vez na exposição que fiz na passada semana, no mesmo dia em que a fadista Carminho actuou no Cine-Teatro de Fafe. 

Inspirado por estes brincos e pela voz da Carminho, a pessoa que os levou escreveu um poema que nos dedicou às duas.
É assim:


Fado
Para a Telma, pelo seu fado.
Para a Carminho, pela certeza de que o fado está maior com ela.

Tenho um sorriso guardado na boca do meu amor.
Tenho uma flor que nasce nas ruas da minha dor.
Tenho um navio que espera as ondas que ainda virão
E a tempestade que vi quando me vi no teu coração.

Tenho um silêncio que mora em meu peito infinito
E uma tristeza que veio do ardor de mo teres dito.
Oh! quantas vezes me dizes que ter um peito assim
só de fado, só de sina, só de amor pode ter fim?

Oh! quantas vezes disseste adeus sem saber por que partir?
É um porto este meu peito que teu mar veio vestir.
E, sendo ultimo e só de adeus, esse mar, esse porvir,
pode doer, meu amor, mas mesmo assim eu quero ir.

Fafe, 10 de Dezembro de 2011.
Pompeu Miguel Martins

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É ainda mais gratificante quando o nosso trabalho inspira as outras pessoas.
Obrigado!

Podem ler o post original aqui




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